segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Pra sempre...


Por quando tempo dura um amor? Dias, semanas, meses... Anos?
Você se apaixona pelo olhar, pelo sorriso, por aquelas brincadeiras que só vocês entendem, aquele sotaque apaixonante, aquele jeito de rir. O primeiro choro, o primeiro eu te amo. Nossa, o primeiro eu te amo. Três palavras, que combinadas ou fazem um estrago, ou curam as mais profundas feridas na alma. O amor platônico, o amor fraternal, maternal. Aquele amor que te sufoca, que te consome, aquele louco, apaixonante e ao mesmo tempo tímido. Aquele que acelera cada batimento do seu coração, e nossa, como você descobre que um simples músculo é capaz de bater tão rápido a ponto de você escutar os batimentos. Aquele sentimento de frio e gelo no estomago. Nem sempre vem acompanhado de só flores e amores. Muitas vezes machuca e como machuca, mas você aprende a deixar o que é verdadeiro ficar e a ignorar o que não lhe apetece. 


(...)

“Te amo. Com todas as letras, palavras e pronúncias. Em todas as línguas e sotaques. Em todos os sentidos e jeitos. Com todas as circunstâncias e motivos. Simplesmente, te amo.”

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Armadilhas



Vamos combinar que muitas vezes não há mistério algum, vilão algum, nenhuma influência sobrenatural, questão de sorte. A gente sabe que se tocar naquele fio desencapado é choque garantido, como da última vez, mas a gente toca. A gente sabe que certos adubos são infalíveis para fazer a nossa dor crescer, mas a gente aduba. A gente sabe os tons emocionais que desarmonizam a pintura da tela de cada dia, mas a gente escolhe exatamente esses para pintar, mesmo dispondo de outros tantos na nossa caixa de lápis de cor. A gente sabe a medida do tempero e a desmedida, como sabe o sabor resultante de cada uma. Por histórico, a gente sabe a resposta muito antes de refazer a pergunta, mas a gente refaz.

Vamos combinar que muitas vezes não há nada de tão imprevisível, de tão inimaginável, muito menos entrelinhas, muito menos mau-olhado. A gente sabe, por memória das andanças, para onde a estrada de certos gestos nos leva, mas a gente segue. A gente sabe no que dá mexer em casa de marimbondo, mas a gente mexe. A gente sabe que não vai receber o que espera, mas a gente oferta sempre pela penúltima vez. A gente sabe que algumas praias são traiçoeiras, que não sabemos sequer nadar direito, que o afogamento é a coisa mais provável de todas, mas a gente mergulha. A gente sabe que a realidade, por mais dura que seja, precisa ser encarada com os olhos mais abertos do mundo, mas a gente inventa todo jeito que pode para desviar o olhar.

Vamos combinar que muitas vezes não há segredo algum, inimigo algum, interrogação alguma, nenhuma entidade obsessora além da nossa autossabotagem. A gente sabe que esticar a corda costuma encolher o coração, mas a gente estica. A gente sabe que nos trechos de inverno é necessário se agasalhar, mas a gente se expõe à friagem. A gente sabe que não pode mudar ninguém, que só podemos promover mudanças na nossa própria vida, mas a gente age como se esquecesse completamente dessa percepção tão sincera. A gente lembra os lugares de dor mais aguda onde já esteve e como foi difícil sair deles, mas, diante de circunstâncias de cheiro familiar, a gente teima em não aceitar o óbvio, em não se render ao fluxo, em não respeitar o próprio cansaço.

 (Ana Jácomo)

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Calma

Começo esse texto hoje com meu coração tranquilo. Calmo e em paz.
Depois de meses de agonia, sofrimento, desespero, ilusões, paixões, risos, amores, alegrias. Acabou sim, acabou mais um ano, e o que você fez?
Eu amei, brinquei, chorei, me iludi, me apaixonei, me desesperei mas, aprendi. Aprendi que a vida é feita de momentos, e que felicidade é apenas algo momentâneo. Uau! 365 dias e tudo na sua vida muda. O que ontem parecia um sonho, hoje pode estar concretizado, e o que era concreto hoje desmoronou.
Agradeço, agradeço por tudo que foi me dado e principalmente pelo que foi tirado. Não era real, não era plausível a minha vida e o que não me desperta, e o que não me transborda, não quero mais. Nesse novo ano quero paixões que me inundem, emoções que me transbordem. Quero mais amores, mais amizades, mais trabalho e principalmente quero PAZ. Nesse novo ano quero você. Você que tirará a paz, o sono mas, que ainda não conheço. Sinta-se livre para aparecer.

Já sobre os meus sonhos, quero aquele não correspondido, aquele não vivido, aquele que parece ser impossível ou até mesmo aquele sem noção, aquele ardente, perigoso e digamos até que meio constrangedor para outras pessoas, aquele que me fará sonhar acordada em meio ao caos, aquele que me fará vivaz em meio a sombras.
Quanto a mim mesmo, bom, tentei mudar. Tentei que as pessoas mudassem ao meu redor, fui quem não queria por meses, mudei constantemente para adequar as minhas próprias expectativas, consegui o inesperado, vi que não somente eu havia mudado mas, como tudo ao meu redor, resolvi ser eu mesma, sem mais. Sem prós e sem contras. Aqueles que se sentirem bem vindos ao meu redor, ótimo. Aos que não, e aos que se afastaram, tudo bem, vão com Deus e obrigada por terem feito parte da minha vida. Não sentirei falta.

E que comecem os jogos!


domingo, 19 de outubro de 2014

Tudo Passa!

Disseram-me que iria passar, que cedo ou mais tarde a dor desapareceria, disseram: - “Siga em frente e não olhe para trás”.
Eles disseram... Disseram muitas coisas nesses últimos dias, esquecer, perdoar, seguir em frente, ai você volta um pouco no tempo, e começa a pensar, a se culpar, não por ter feito algo de errado, e sim por começar a crer que fez, falaram “Aquilo que se planta, colhe’’ ou o melhor “Carma is a Bitch!”Com certeza, ai você começa a se perguntar: Eu fiz todas as escolhas erradas? Ou as escolhas certas, nas horas erradas? Nem eu consigo respondê-las. A única coisa que consigo responder, é que eu estou com ódio, com raiva. Uma parte em mim morreu, porque é difícil você querer confiar e perdoar, quando cada pedacinho do seu corpo arrepia só de lembrar, lembrar a dor excruciante, do desespero, da mágoa e da mentira. O mais engraçado nisso tudo é querer que você seja perdoado também, é irônico, quando você busca o perdão, se nem isso você consegue dar em troca. É egoísmo, ou sadomasoquismo, ou apenas uma parte do seu corpo querendo que isso tudo passe? 

Não sei, só sei que estou cansada de demonstrar carinho, afeição, e que está tudo bem, quando meu mundo desmorona a cada dia. Quando por mais que você ore, não se tem a convicção de que possa melhorar, que por mais que você busque a fé, a fé em si mesmo está esgotada, eu estou cansada de perder, perder pessoas que eu julgava amar, que eu tinha plena convicção de que eram importantes para mim, ou pior, cansada de insistir no mesmo erro, me falaram ontem que eu tenho fé na humanidade, que por mais sacanagem que façam comigo eu sempre perdoo. Pode ser mas, feridas e cicatrizes nunca desaparecem por completo, e eu estou com tantas na alma, que nem sei se um dia elas vão parar de incomodar ou se é que eu quero que elas parem, para me lembrar do que posso ou não ir, se devo forçar ou seguir em frente.


(...)


“Seguir em frente talvez não seja esquecer do passado, mas sim aceitar os fatos e continuar a viver mesmo com as perdas.”





quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Isso não é Amor!

Nós nunca daríamos certo. Eu deveria ter sido capaz de prever isso desde o início. Você sempre se amou acima de tudo, e eu nunca fui capaz de me encarar no espelho sem abaixar o olhar. Você trazia consigo uma luz capaz de iluminar essa cidade de sombras, enquanto eu… Eu sempre fui pura escuridão. Droga, eu sempre fui um poço de dúvidas e inseguranças, sempre fui aquela com o pé atrás. Eu sempre estive sozinha, amor. E você… Você nunca precisou se explicar. Como se apenas a sua presença já fosse o necessário para que o mundo seja um lugar melhor. Você não se conhece, garota. Mas eu sei você. Eu soube desde o momento em que sua mão se fechou sobre a minha pela primeira vez. Desde o momento em que nossos olhos se cruzaram e não conseguiram desviar. Eu sei. Você está tentando fugir disso tudo tão rápido quanto eu. Porque você também sabe que isso tudo nunca vai dar certo, você sabe que vai fugir quando a oportunidade surgir. Você sabe que eu valho mais do que apenas uma noite. Esse tempo sem nos falarmos está mostrando cada vez mais o quanto eu não posso ficar sem você. E isso me mata. Pensar em como você pode estar apenas seguindo com a sua vida, sem dar importância a minha falta me consome a cada segundo que se passa. Você ergue a cabeça e vê o mundo nos seus pés. Você atropela quem quer que tenha o sangue quente demais e possa te infectar. E você se esquecesse que eu pertenço ao mundo. Você se esquece fácil demais que meu sangue ferve. Você não pensa que eu posso estar te infectando e, por isso, não me manda embora também. Ou manda. Você não pensa que eu faço parte desse grupo enorme de pessoas que apenas cai nos teus encantos, que não pestaneja quando você quer algo, que não consegue se controlar e sorri com todas as suas idiotices sem graça. Você não sabe, porque é cega demais para perceber qualquer coisa além do seu próprio reflexo no espelho. Mas eu enxergo bem demais, garota. E o que eu vejo é que isso tudo não vai acabar bem. Meu sangue ferve, menina. E eu acho que isso é demais para o seu sangue frio. Acho que você nunca será capaz de se apaixonar perdidamente, se jogar de cabeça em algo que não seja os peitos de uma vagabunda qualquer. 
Você não sabe o que é amar. Nem eu. Mas pelo menos meu sangue corre pelas minhas veias. Pelo menos eu tenho a possibilidade. E você… Você está congelada.


Texto retirado do Texto Diário, achei que combinava com a noite de hoje e postei, espero que gostem ;)


quinta-feira, 17 de julho de 2014


Você me fez sentir  tudo o que neguei até aqui
Me fez ir longe, sempre buscar algo novo
Me enlouqueceu e depois desapareceu
Queria que fosse fácil assim, desistir sem lutar no fim
Talvez fosse fácil pra você, já que não queria sofrer
Busquei em todas as formas tentar, alguém que me fizesse sonhar
E aqui eu fico, com todo esse vazio, esperando enfim
Alguém que lute que me faça sentir o que hoje morreu em mim
Pois por muito tempo esperei, alguém que fosse como você
Tentei, perdi perdão, tentei te mostrar que seria diferente, mas você seguiu em frente
Errei? Sim, reconheci que errei, mas você não quis saber
Todas as suas palavras foram de cortar o coração, não sei se foi com intenção ou não
Me cortaram tanto, tão profundo que fica difícil tocar no assunto
Esse é o único jeito que vi pra colocar pra fora, o que me atormenta toda hora
Pois difícil está dormir, com tantas vozes ecoando aqui
E nesse vazio eu vou vivendo, doendo aqui dentro
Mascarando toda a dor e todo o sofrimento
Pedindo com todo amor que me resta, uma forma de te esquecer depressa.

“Sempre fui complicado, 

Eu deixei avisado. 

Final das contas? 
Era melhor nem ter tentado.”

                                                       — 
John Stuartt, Doistonsdeamor.


sábado, 28 de junho de 2014

Procura-se!

Procura-se alguém que ame. Que nos dias de inverno brigue comigo por saudade, alguém que seja carinhoso de dia e cafajeste de noite. Que diga que não quer, e depois de uma semana venha falar comigo por “orgulho”. Procura-se do amor que não seja nada marcado que não tenha hora pra chegar, só que quando vier deixará o coração completo. Não precisa vir dentro de uma carruagem, pode vir de skate ou andando e que de todas as formas seja marcante. Alguém que quando passar ao meu lado eu sentirei a leve brisa do seu perfume, amargo ou sei lá que só faça suspirar por longos dias da semana. Algo que me tire leves vergonhas ou qualquer tipo vergonha que faça eu ficar com as bochechas coradas de tanta. Do tipo que me puxe pela cintura, me leve para dançar, que brigue por ciúmes que sinta raiva dos outros garotos olharem. Procura-se alguém que ame com vontade. O tempo passou as pessoas se desiludiram do amor e vivem assim. Não precisa ser certo, apenas o certo para mim. Você pode até vir com aquelas cantadas baratas de jornal, mesmo assim eu achei engraçado e acharei você um completo idiota, só que depois eu suspirarei em meus pensamentos e direi “Gostei de você”, sem perceber eu ficarei sem assunto e logo direi algo bobo só pra você rir e assim eu estarei caindo na sua cantada barata de jornal. Porque cantadas servem para isso, apenas conquistar. Procura-se alguém que ame sem os pés no chão, que corra riscos, que seja orgulhoso e apaixonante assim. Todos nós queremos ser metades de outras pessoas. Procura-se alguém que todas as formas que queira ir embora, porque quando ela for terá motivos pra voltar e nunca mais partir. E sabe qual o motivo? Saudade. Na verdade, se eu caísse na sua cantada seria porque de todas as formas, me mostrou ser assim. Pateticamente apaixonante. E eu direi. Procura-se alguém que arranque sorrisos. “Já que você arrancou o meu.”